Última alteração: 2023-08-28
Resumo
A soja é uma das principais culturas plantadas no Brasil, considerada a commodity agrícola de maior importância econômica global. Entre os fatores que limitam a produção da cultura no Brasil, se destacam as doenças fúngicas, como a antracnose, causada pelo fungo Colletotrichum truncatum, que pode gerar perdas de até 100% na produção, caso não sejam adotadas medidas de controle adequadas. O uso de agentes de biocontrole de doenças de plantas vem de desenvolvendo nas últimas décadas, sendo uma alternativa economicamente viável e ambientalmente sustentável ao controle químico. Dentre estes organismos destaca-se o gênero Trichoderma spp., com muitas espécies potencialmente antagonistas e diversos mecanismos de ação contra fitopatógenos. Diante do exposto, o objetivo desse trabalho foi avaliar isolados de Trichoderma spp. no controle in vitro de C. truncatum. Os experimentos foram realizados utilizando seis isolados das espécies T. koningiopsis, T. asperellum e T. harzianum contra um isolado de C. truncatum. O antagonismo foi avaliado por meio do método de pareamento de culturas e o grau de antagonismo dos isolados de Trichoderma spp. foi determinado de acordo com uma escala de notas. Adicionalmente, o crescimento das colônias fúngicas foi mensurado aos 7 e 12 dias após a montagem do teste para a determinação da porcentagem de inibição de crescimento micelial (PIC). Pela avaliação de notas, todos os isolados de Trichoderma obtiveram notas maiores que zero e menores ou iguais a três, o que os classificam como potenciais antagonistas a C. truncatum, com destaque ao isolado TR-25 (T. asperellum) que obteve nota 1, considerado de máxima eficiência no controle do patógeno in vitro, o qual ocorre quando o antagonista cresce sobre o fitopatógeno e ocupa toda a superfície da placa de Petri. Quanto a capacidade de inibição do crescimento micelial de C. truncatum, os isolados TR-96, TR-14 e TR-25 se destacaram por inibirem 56,52%, 51,26% e 51,04%, respectivamente.